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EVENTOS DA MODA | FASHION BUSINESS 2007

Balanço Fashion Business 2007
9ª edição do Fashion Business,
bolsa de negócios que abre a temporada
de moda brasileira outono-inverno 2007,
fechou com vendas no valor
de R$ 332 milhões para o mercado
interno (9,2%) a mais que a edição
outono-inverno de 2006
e US$ 14 milhões em exportações,
um crescimento de 27,3%.

Imagem : divulgação



Expositores estreantes comemoram vendas
A maioria dos 23 expositores estreantes, entre grifes consagradas, pólos de moda,
acessórios e novos criadores, dos 80 presentes ao Fashion Business, está
comemorando as vendas. Participam pela primeira vez na bolsa de negócios Jonny Size,
de Marcelo Falcão, Espaço Fashion, Loja de Inverno e Paninaro (Rio); Pedro Motta,
Shutt, (SP), Pranna, Idarró e Patogê (MG), Empório Anna (GO), Base (SC) e Manufatura
Belém (PA).

A carioca Espaço Fashion fechou exportações para a Espanha e para a Venezuela,
através da loja multimarcas Naska. Outros contatos para vendas futuras foram feitos
com compradores da Alemanha, Bélgica, França e Estados Unidos. “No mercado interno,
foi importante negociar com lojas de locais onde não tínhamos presença, como o interior
de Minas, cidades do interior da região Sul do País e o interior de São Paulo. Também
fechamos vendas para Brasília, Santa Catarina, Paraná e Pernambuco”, avaliou Bianca
Araújo, representante comercial da Espaço Fashion.

O paulista Pedro Motta ultrapassou a meta estipulado inicialmente para a bolsa
de negócios. Mas as vendas limitaram-se ao mercado brasileiro, onde a marca
conquistou multimarcas em sete novos estados, pois os compradores internacionais
– dois australianos e um belga – não fecharam negócios. Já a Empório Anna, de Goiás,
vendeu para o Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Maranhão e Alagoas. E fez contatos
para exportação com compradores dos Estados Unidos, Itália e França. “Estou
safisteita”, resumiu a dona da marca, Andréa Rodrigues.

Entre as maiores empresas de camisaria do mundo, a Dudalina estreou no Fashion
Business sua marca Base, de olho na passarela do Fashion Rio. Segundo Tiago Haulbold,
gerente comercial, o objetivo dessa participação foi exatamente ‘apresentar’ a marca
ao mercado. Com a arrojada meta de abrir 100 lojas até 2010, a Base fez contatos
importantes com shopping centers do Rio, além de diversas multimarcas e contatos
com compradores dos EUA, Austrália, Chile, Japão, Grécia e Alemanha. A estreante
mineira Patogê, fechou 18 pedidos, mas realizou 61 novos contatos com compradores
nacionais e com cinco do exterior.



Marcas consagradas ampliam mercado
Das marcas veteranas e mais famosas, a Equatore aumentou as vendas em 10%
em relação à última edição do Fashion Business outono/inverno. Mesmo não exportando
ainda, a grife recebeu compradores dos Estados Unidos, Austrália, Grécia, Japão
e França. “Como estamos expandindo muito no atacado aqui no Brasil, queremos
nos estruturar primeiro internamente para depois exportar”, explicou Adriana Indelli,
gerente comercial da empresa.

Mara Mac foi mais um caso de sucesso do Fashion Business. As vendas aumentaram
em 40% em relação à edição passada da coleção outono/inverno. “Foi um dos melhores
eventos para nós. Resultado muito bom mesmo. A excelente repercussão do desfile
colaborou para isso também”, avaliou Raquel Batista, responsável pelo departamento
comercial da grife. “Nesta edição viemos muito focados em exportação. Praticamente
todos os compradores internacionais da lista de convidados passaram pelo nosso
showroom”, comemorou. A Mara Mac iniciou no Fashion Business negociações
para exportar para a Bélgica, Portugal e Canadá. “No mercado interno o resultado
também foi positivo. Estávamos desfalcados em Minas Gerais e vendemos
para Ipatinga e Belo Horizonte. Mato Grosso também não estava muito e conseguimos
negociar com Cuiabá”, listou Raquel.

A marca paulista Sandra Senamo vendeu cerca de R$ 1,1 milhão durante os quatro
dias de evento, conquistou novas praças por todo o país, clientes no interior do Estado
de São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina e João Pessoa. Um dos produtos mais
solicitados foi a túnica com manga morcego dentro da tendência do outono-inverno
2007 da linha A, com volume em cima e mais justa embaixo, para ser usada
com leggings e calça justa. Além das peças em tecido de viscose de jersey.

Kátia Ferreira, idealizadora e estilista da Apoena, ONG que reúne 10 associações,
com cerca de 600 mulheres da periferia de Brasília, acha que nesta edição pôde
mostrar todo o profissionalismo e maturidade da marca. Em sua quinta participação
no Fashion Business, mostrou o resultado do investimento feito na sofisticação
da modelagem, que conta com consultoria de Walter Rodrigues. O catálogo sofisticado
e o foto book, ajudam nas vendas e apóiam o atendimento. As mulheres da Apoena,
que tiram dos ricos bordados, o sustento da família, já têm pedidos que garantem
a venda de toda a produção (1.500 a 2.000 peças/mês) durante três meses.



Novos talentos
A Favela Hype, que também participa pela primeira vez no evento, fechou vendas
para Brasília e fez contatos com os estados de São Paulo, Minas Gerais, Ceará,
Pernambuco e Santa Catarina, além de Nova York e Alemanha. Já a Thelu, fechou
vendas de mais de R$ 35 mil até ontem com compradores de Brasília, Maranhão,
Belo Horizonte, Mato Grosso, Pará e João Pessoa. Os contatos internacionais
renderam convites para a participação de uma feira de acessórios em Nova York
e desfile de acessórios em Paris.

Já Luciana Galeão, comemora as vendas de 40 peças para Brasília, Belo Horizonte,
Paraíba e para a Contemporâneo, no Rio. A estilista Gisele Barbosa, que já exportava
para o Japão, fez novos contatos internacionais com ingleses e americanos,
além de vendas para a Austrália e para novas multimarcas em Natal, João Pessoa,
Piracicaba e Austrália. A pernambucana Madame Surto, conquistou clientes em Minas
Gerias, Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia, Amazonas e Pernambuco.



Compradoras comentam o evento
Mais de 150 compradores vips convidados de 24 Estados brasileiros e mais
de 30 internacionais participaram da 9ª edição do Fashion Business. São Paulo teve
a maior representação, com 31 lojistas; seguido de Minas Gerais; com 16, Pernambuco,
com 12; Rio Grande do Sul, com nove; e Ceará, Bahia e Santa Catarina com oito lojistas
cada.

Cleuza Ferrreira, da Casa Magrella, de Brasília, elogiou muito a disposição e o espaço
desta edição. Ela fez compras nas grifes que habitualmente compõem sua carteira:
Mara Mac, Sta. Ephigênia, Walter Rodrigues, Victor Dzenk e Glorinha Paranaguá
- “que estava com produtos maravilhosos”, elogiou, além da paulista Sandra Senamo.
Seguindo a filosofia da Casa Magrella, de aproveitar no evento a oportunidade
de conhecer novos criadores, ela escolheu peças de Juliana Galeão, da Bahia,
que estreou nesta edição, e no pernambucano Melk Zda. Para fechar sua coleção,
vai começar uma maratona de desfiles e visitas em São Paulo, depois segue
para Nova York, Paris e Milão. Mas confessa: “No Rio é tudo mais gostoso e bonito”.

Regina Weckerle, da Paradoxus, de Salvador, é também só elogios para a “bonita
decoração e o layout do evento”. Para ela, tanto os locais dos desfiles quanto a área
de vendas do Fashion Business ficaram bem mais confortáveis. Outro ponto positivo
foi para o estacionamento e o acesso à bolsa de negócios, que ficou mais perto.
“Sou fiel ao evento e aos fornecedores”, resumiu Regina, que fez muitas compras
na Tessuti, Mara Mac, Agilittá, Tempo 4, e Maria Bonita Extra, além da paulista
Sandra Senamo, da carioca Gisele Barbosa e da baiana Luciana Galeão.

Érika dos Mares Guia, da M&G, de Belo Horizonte, passou os três primeiros dias
do evento em intensa pesquisa, assistindo aos desfiles e “visitando todos os estandes”
para facilitar a formação da grade de produtos da nova coleção outono-inverno 2007.
A pesquisa prosseguirá em São Paulo, Nova York e Milão, mas Érika adiantou que já
estão garantidas as encomendas a Victor Dzenk e a Glorinha Paranaguá. Érika
confessa que a montagem da sua coleção “dá muito mais trabalho fora do Rio de Janeiro,
que oferece a vantagem de aliar os desfiles das grandes grifes com as compras
no Fashion Business”.



Pólos nacionais se desenvolvem
Teve bom desempenho o grupo Divino Minas, integrado por cinco confecções
de Divinópolis (MG), selecionadas e orientadas pelo Sebrae-MG, com um total
de 1.000 peças de roupas vendidas. Destaque para a Magathus, que ficou com 60%
dos pedidos. A Pura Mistrura, principal marca do Grupo Malhas Martins, que já exporta
para Austrália, Alemanha, Estados Unidos Canadá e Japão, vendeu 100 peças,
mesmo número da Cactus, da J. Eurides e da Sintonia.

O grupo Talentos do Brasil, parceria entre o Sebrae e o Ministério do Desenvolvimento
Agrário, que organiza a produção artesanal de agricultores familiares do Rio Grande
do Sul, Paraíba, Piauí e de dois municípios de Minas Gerais (Novo Horizonte, ao Norte,
e Muquém, distrito de Carvalho, no Sul do Estado) tiveram um faturamento de R$ 25 mil.

O pólo de Londrina (PR) também brilhou em sua estréia, na bolsa de negócios e deve
atrair confecções de todo o estado do Paraná para a próxima edição primavera-verão,
em junho. A Mulher Elástica, a Silvia Doré, a Lucca e a Zue fizeram vendas para Campo
Grande (MS), Belo Horizonte (MG), Rio de Janeiro, Gramado (RS), São Paulo e Brasília
e muitos contatos para outras praças do Brasil e do exterior.

Quem também saiu satisfeita foi a representação das quatro confecções de Pernambuco:
By Sander e Nativa foram convidadas para desenvolver coleções para a Santo Sossego,
rede de quatro lojas de moda íntima da Zona Sul do Rio. A By Santer fechou também
pedidos com a Manufatura de Belém (PA), para o desenvolvimento de uma parceria.
A Macarius vendeu para Goiás e para São Paulo e recebeu solicitação da Loja
de Inverno, do Rio, para o desenvolvimento de um projeto piloto de parceria.
Outra parceria a ser concretizada nas próximas semanas será a da Sadhu com o grupo
Cantão/Redley, com a encomenda de 500 peças. O grupo também fez bons contatos
com lojistas do Rio Grande do Sul e Minas Gerais, além de uma compradora de Londres.



Mais Fashion Business 2007
Para Eloysa Simão, da Dupla Assessoria, idealizadora e organizadora do Fashion
Business em parceria com a Escala Eventos, a presença espontânea de 78 compradores
estrangeiros foi a grande surpresa desta edição.

Também a forte presença espontânea da mídia internacional, segundo Eloysa Simão
“só demonstra a força do Fashion Business como ferramenta de inserção da moda
brasileira no mercado internacional”. Ela adiantou que a característica internacional
da bolsa de negócios será reforçada na próxima edição, em junho, que terá o Pan
como tema. Já estão garantidas a participação de grifes da Argentina, Chile, Colômbia
e Venezuela.

Jerônimo Vargas, diretor da Escala Eventos, destaca ainda que o Fashion Business
trouxe o Rio de Janeiro de volta ao calendário nacional da moda. A posição, acrescenta,
pode ser comprovada também pela presença espontânea recorde de compradores
do interior do Brasil, como Uberlândia, Centro Oeste. Nos quatro dias do evento,
o público chegou a 9 mil visitantes, dos quais 108 estrangeiros. Integrado ao Fashion
Rio, o Fashion Business foi idealizado e organizado pela Dupla Assessoria e Escala
Eventos, com realização do Sistema Firjan e apoio da ABIT e da APEX Brasil.

Para Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, presidente do Sistema Firjan, entidade realizadora
do Fashion Rio e do Fashion Business, o sucesso nas vendas nacionais e internacionais
mostra que os dois eventos se consolidaram como a grande expressão da indústria
da brasileira. “Desde 2002, quando o Sistema Firjan decidiu realizar o Fashion Rio
e o Fashion Business, as exportações da moda fluminense cresceram 58% e passamos
da quinta posição para a terceira posição entre os estados exportadores. Isso é fruto
de um trabalho árduo e planejado, que promove aquilo que o Rio tem como grande
diferencial: a criatividade e a originalidade de seus produtos”, afirma Eduardo Eugenio
Gouvêa Vieira.

“O bom resultado do Fashion Business demonstra a força do setor de confecções
no Estado do Rio de Janeiro, formado, em sua maioria, por micros e pequenas empresas”
disse o diretor-superintendente do Sebrae-RJ, Sergio Malta. “A habilidade de nossas
empresas de imprimir aos produtos características fluminenses é muito bem recebida
pelos compradores estrangeiros”. Já Fernando Pimentel, diretor-superintendente
da ABIT, considera que “o magnífico dia de sol no encerramento veio dar a prova viva
do brilho do evento, assim como brilharam os visitantes que afluíram em peso e os
expositores e seus produtos na realização de negócios”. Para ele, o Fashion Business
consolidou-se como o grande evento de negócios, de responsabilidade social,
sustentabilidade, moda, estilo e design do Brasil”.
( Paula Guatimosim | Mediação )

   

MAIS FASHION RIO 2007 NO SORTIMENTOS.COM

Fashion Rio - Inverno 2007
De 15 a 19 de janeiro de 2007
na Marina da Glória.


Line up e cobertura dos desfiles

Acontece Fashion Rio - Bastidores

 

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Sortimentos.com - 19/01/2007